terça-feira, 8 de maio de 2012


Você está fazendo dieta?

Não está podendo exagerar na quantidade de alimentos, nem ingerir alimentos gordurosos e ricos em açúcares? Tem que se privar de festas e convívio com os familiares e amigos?
Pois são essas privações que as pessoas comumente acreditam, que para reduzir o peso e restringir certos alimentos necessitam serem realizadas, mas não é bem assim. É claro que para uma redução de peso necessita-se ter um cuidado na alimentação, controlar a quantidade e a freqüência de ingestão de certos alimentos, como os gordurosos e açucarados.
Porém isso não quer dizer que você não poça ir a uma reunião com os amigos, ou sair para almoçar ou jantar em uma churrascaria, por exemplo. O importante é você ter consciência do que você vai comer da quantidade que irá se servir e qual a freqüência que você irá comer esses tipos de alimentos.
Quando for sair para comer alguma coisa considerada “proibida”, prefira sempre ir a lugares que ofereçam a opção à la carte ou por quilo, ao invés de ir a rodízios, pois assim, você consegue controlar a quantidade que ingere, e também, prefira as opções menos gordurosas, como por exemplo, saladas, arroz integral, um frango assado ou grelhado, ou ainda uma carne vermelha, magra. Se for a uma pizzaria prefira pizzas vegetarianas, de frango, peixes entre outras menos gordurosas.
Não se esqueça que uma alimentação saudável necessita ter variedade, quanto mais colorido estiver seu prato mais completo em nutrientes estará.


Nunca corte um grupo de alimento, como os carboidratos ou as gorduras, pois deste modo o seu organismo não estará recebendo energia suficiente para suas funções básicas, sendo assim ele começará a usar o glicogênio muscular e hepático como fonte de energia, fazendo com que percamos água, dando a sensação de redução de peso, o que não ocorre.
Então, faça sempre uma alimentação saudável, colorida, para eventualmente comer algum tipo de alimento mais calórico, rico em gordura e açúcar, mas nunca se esqueça de ter equilíbrio e bom senso na hora de se alimentar e pratique uma atividade física regularmente.


                                                                                           Nutricionista Indiara Comassetto
                                                                                                          CRN 10: 2829

terça-feira, 17 de abril de 2012

5 ao DIA

5 AO DIA
5 ao dia é um programa para lembrar você de comer, no mínimo, 5 porções de frutas ou hortaliças, todos os dias. Alguns estudos provaram que comer 5 porções diárias de frutas ou hortaliças pode ajudar a reduzir o risco de várias enfermidades como o câncer e doenças do coração.
Esses alimentos contêm vitaminas, fibras, minerais e ainda outras substâncias que nos ajudam a viver mais e melhor. Além disso, quando você come frutas e hortaliças, evita comidas gordurosas e industrializadas que prejudicam a sua saúde.
Esta dieta é ótima para a saúde porque proporciona uma alimentação com grande variedade de nutrientes. Cada cor representa uma predominância de certos nutrientes e fitoquímicos, princípios ativos contidos nos alimentos que são capazes de trazer benefícios e prevenir doenças.
Os alimentos são divididos em seis grupos, ou seis cores, que denunciam os nutrientes predominantes de cada um. Estes alimentos são, então, introduzidos na alimentação, ou seja, você continua comendo fontes de carboidratos e proteínas, mas passa a comer, também, mais frutas e verduras.
Confira abaixo os alimentos e os benefícios de cada cor e monte o seu cardápio.
Vermelhos : A cor avermelhada é conseqüência do licopeno, um pigmento que atua como antioxidante celular. Também possuem vitamina C, antioxidante que oferece proteção contra doenças e estresse. Os grandes representantes são frutas como caqui, cereja, framboesa, goiaba, melancia, morango, nectarina, pitanga, romã e tomate, além da beterraba e do pimentão vermelho.

Amarelos e laranjas: A cor amarelada é conseqüência do betacaroteno, também conhecido como pró-vitamina A, que atua como antioxidante contra radicais livres e na manutenção dos tecidos e dos cabelos, beneficia a visão noturna e melhora a imunidade. Estes alimentos também são ricos em vitamina C, que atua como antioxidante e participa da síntese de colágeno da pele. Os principais representantes destas cores são abacaxi, manga, maracujá, melão, milho, abóbora, ameixa, caju, carambola, damasco, cenoura, laranja, mamão, pimentão amarelo e tangerina.

Verdes: A cor dos alimentos verdes é resultante da clorofila, conhecida como um potente energético celular. Mas estes alimentos também possuem quantidades consideráveis de diversos outros nutrientes, como betacaroteno e luteína, ambos antioxidantes, folatos, vitaminas C e E, cálcio, ferro e potássio. Esta cor tem como representantes as folhas verdes, como acelga, alface, repolho, salsa, agrião, chicória, couve, espinafre, rúcula, escarola e manjericão, além de abacate, abobrinha, quiabo, pimentão verde, brócolis, vagem, kiwi, ervilha, limão e pepino.

Roxos: Alimentos nas tonalidades roxa, preta ou azulada contêm antocianina, um tipo de pigmento ligado à presença da vitamina B1. Conhecida como a vitamina da disposição, a B1 é essencial para a transformação dos carboidratos e outros nutrientes que ingerimos em energia. Entre seus benefícios está o aumenta da disposição mental e a manutenção do funcionamento normal do sistema nervoso, dos músculos e do coração. Alcachofra, ameixa, amora, berinjela, feijão-preto, figo, jabuticaba, uva, repolho roxo são os principais representantes.

Brancos: A cor branca é resultante da flavina, que indica alimentos ricos em minerais, como cálcio e fósforo que ajudam na manutenção dos ossos e dentes, carboidratos e vitamina B6, que favorece a respiração das células e ajuda no metabolismo das proteínas. Alho, banana, batata, cebola, couve-flor, feijão branco, maçã, pêra, palmito, chuchu, cogumelo, mandioca, nabo e rabanete são os principais representantes.

Marrons: Os cereais integrais e as sementes oleaginosas são os grandes representantes deste grupo. Os cereais, por causa da grande quantidade de fibras que possuem, regulam o funcionamento do intestino, além de ajudar a controlar o colesterol e a diabetes. Já as oleaginosas são excelentes fontes do mineral selênio e de vitamina E, ambos com funções antioxidante, vasodilatador, anticoagulante e contra a fadiga.

            “O grande segredo para fazer um prato colorido é buscar acrescentar cores e não quantidades no prato. Além de ficar mais nutritivo, o prato colorido é muito mais atrativo”.






Referências:    
Nutrição em Pauta
nutricy saúde e bem estar

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Chocolate Amargo nessa páscoa!


Os ovos de Páscoa já estão por toda parte. No entanto, vale lembrar que a versão tradicional da guloseima tem cerca de 30% de gordura e 47% de açúcar, combinação que pode interferir no curso de algumas doenças, como diabetes, colesterol elevado, entre outros. Em contrapartida, o chocolate também traz benefícios, principalmente o tipo amargo. Os antioxidantes estão na massa de cacau, formados pelas sementes. Quanto maior a concentração de cacau, mais benefícios o chocolate trará. Os flavonóides do cacau ativam a produção de óxido nítrico no corpo, levando ao relaxamento dos vasos sanguíneos e à queda da pressão arterial.
O chocolate com pelo menos 70% de cacau é aliado da saúde cardiovascular, pois também reduz a oxidação do LDL, evitando que esse colesterol ruim se deposite na parede dos vasos sanguíneos.
O chocolate branco nem usa a massa de cacau. Leva manteiga de cacau, açúcar e leite. Ou seja: não tem os antioxidantes da massa de cacau. A maciez do chocolate fino vem da grande quantidade de manteiga de cacau. O doce mais comercial, de prateleira, fica mais resistente ao calor devido à gordura hidrogenada, que muitas vezes é uma gordura trans.
Tudo vale o bom senso, NÃO exagerar na quantidade de consumo, 30g apenas é o necessário para saciar, ter os benefícios antioxidantes e não ser uma quantidade de calorias e gorduras em excesso no dia.


Dicas, que ajudará você a fugir dos quilos indesejáveis e a manter-se em forma depois da Páscoa.
o       Não coma grande quantidades de chocolate (bastam 25 grs de chocolate por dia para que possa saborear o seu ovo de Páscoa sem engordar.
o       Prefira o chocolate amargo, que é menos calórico e mais saudável que o chocolate de leite;
o       Evite o chocolate branco, que é o que tem maior quantidade de calorias e gorduras;
o       Lembre-se que o chocolate diet é tão calórico como os tradicionais, apenas não contém açúcar;
o       Ingira 2 litros de água por dia.
o       Deixe as carnes vermelhas para o almoço de domingo. Nas restantes refeições, privilegie o consumo de carnes brancas e de peixe – muito nutritivos e menos calóricos que as carnes vermelhas.
o       Comece o almoço do domingo de Páscoa com um prato cheio de salada – um alimento pouco calórico e rico em fibras, que lhe dá uma maior saciedade.
o  Evite comer doces à sobremesa, uma vez que terá as amêndoas e o tradicional ovo de Páscoa.

o       Beba álcool com moderação, pois é muito calórico (uma taça de vinho ou uma cerveja contém cerca de 200 kcal). A sugestão é que alterne o vinho com água.
o   Não deixe de praticar actividades físicas. Aproveite para queimar os excessos de forma divertida, fazendo jogos ou brincadeiras com a pequenada.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

          Sempre é hora de melhorar a alimentação e ter uma qualidade de vida, melhorar a saúde pensando em ter uma vida saudável.
          Não espere amanhã, procure um nutricionista e faça uma avaliação...

         Nutricionista Indiara Comassetto
         CRN 10.: 2829


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ômega -3 e Gestação (Fonte RG Nutri - Identidade em Nutrição)

          Sabe-se que a disponibilidade fetal de ácidos graxos poli-insaturados essenciais, como o ômega 3, depende da ingestão alimentar materna. Portanto, durante a gestação, ela é extremamente importante para o feto, pois pode afetar seu crescimento e desenvolvimento com potenciais consequências a longo prazo (PICONE, 2009).
          Ultimamente, os ácidos graxos ômega-3, principalmente os ácidosdocosahexaenóico (DHA) e eicosapentanóico (EPA), têm recebido muita atenção em tratamentos pré-natal, pois estudos mostram quepossuem efeitos benéficos durante a gestação para o desenvolvimento neurológico do feto, podendoestender a duração da gestação e, portanto, reduzir a morbidade e mortalidade relacionadas à prematuridade, bem como do peso ao nascer (CHURCH, 2009; GREENBERG, 2008), e também reduzir sintomas de depressão pós parto (REES, 2009).
           A demanda metabólica do ácido docosahexaenóico é aumentada durante a gravidez devido às necessidades extras do feto, como o desenvolvimento do cérebro e da retina durante o terceiro trimestre e até 18 meses de vida (MAKRIDES, 2009; GREENBERG, 2008).
Apesar da limitação dos dados, estudos têm demonstrado, após suplementação materna com óleo de fígado de bacalhau, óleo de peixe e ovos enriquecidos com DHA, associações entre esse ácido graxo e vários desfechos neurológicos funcionais, incluindo melhora na atenção até a idade de 2 anos e melhora no processamento mental com a idade de 4 anos. Outros estudos avaliaram os efeitos da suplementação sobre prematuros e têm mostrado alguns efeitos benéficos sobre os parâmetros do desenvolvimento neurológico (DUNSTAN, 2008).
           As recomendações dietéticas para ácidos graxos ômega-3 devem ser adotadas no início da gravidez, com 650 mg de ácidos graxos ômega-3 e fornecimento de pelo menos 200 mg/dia de DHA (MAKRIDES, 2009). Duas porções de peixe podem fornecer cerca de 100 a 250 mg/dia de ômega-3, dos quais 50 a 100 mg é de DHA. Tendo em vista que essa porção não supre a necessidade, esses ácidos graxos devem ser consumidos a partir de três fontes: óleos vegetais (linhaça, canola e óleo de soja), 2 porções de frutos do mar por semana e suplementos contendo EPA e DHA ou DHA apenas (GREENBERG, 2008).
Veja na tabela 1 algumas recomendações de como cumprir as necessidades de ácidos graxos ômega-3 durante a gestação.
Tabela1. Como cumprir as necessidades de ácidos graxos ômega-3 durante a gravidez
 
Necessidades diárias de ácidos graxos ômega-3
Como atender à necessidade
1,4 g de ácidos graxos ômega 3 como o ácido linolênico a partir de óleos vegetais
Escolha óleos vegetais que são ricos em ácido graxo ômega-3, ácido linolênico, e pobres em ácido graxo ômega-6, ácido linoléico

Atender 1,4 g de ácido linolênico via

- 1/2 colher de óleo de linhaça,

- 1 colher de sopa de óleo de canola ou

- 1 colher de sopa + 1 colher de chá de óleo de soja
650 mg de ácidos graxos ômega 3 como EPA e DHA, dos quais 300 mg são de DHA
Reduzir a ingestão de óleos vegetais ricos em ácidos graxos ômega-6 (por exemplo, óleo de girassol, óleo de milho e óleo de algodão)
Consumir duas porções de alimento com baixo teor de mercúrio (< 0,05 (µ/g [ppb] de frutos do mar) por semana
Miligramas totais de ácidos graxos ômega-3 em uma porção de 170 g

Cada alimento abaixo tem < 0,05 ppb de mercúrio

- Camarão (880 mg de ômega-3 e 320 mg de DHA)

- Salmão (620 mg de ômega-3 e 260 mg de DHA)

- Vieiras (720 mg de ômega-3 e 360 mg de DHA)

- Sardinha (2,2 g de ômega-3 e 1,2 g de DHA)

- Atum light (380 mg de ômega-3 e 170 mg de DHA) (<0,12 ppb)
Com base no consumo de duasporções de peixe por semana, a ingestão média por dia de ácidos graxos ômega-3 é 100-250 mg ácidos graxos ômega-3 e 50-100 mg DHA
Restante dos 650 mg de EPA e DHA
Use cápsulas de óleo de peixe que contém EPA e DHA

Consumir 400-550 mg de ácidos graxos ômega-3, com 225 mg de DHA por dia

Use 1 ou 2 cápsulas/dia para atender a essas necessidades

Exemplos de produtos comercialmente disponíveis em miligramas

Total de ômega-
DHA
Quantidade


300
120
2 cápsulas

640
260
1 cápsula


                   Fonte: GREENBERRY, 2008

Referências bibliográficas
Makrides M. Is there a dietary requirement for DHA in pregnancy? Prostaglandins Leukot Essent Fatty Acids. Aug-Sep; 81(2-3):171-4, 2009.
Greenberry JA, Bell SJ, Ausdal WV. Omega-3 fatty acid supplementation during pregnancy. Rev in Obstetrics & Gynecology, vol. 1, no. 4, 2008.
Picone O, Marszalek A, Servely JL, Chavatte-Palmer P. Influence d’une supplémentation en omégas 3 au cours de la grossesse. Journal de Gynécologie Obstétrique et Biologie de La Reproduction, vol. 38, no. 2, 2009.
Rees AM, Austin MP, Owen C, Parker G. Omega-3 deficiency associated with perinatal depression: case control study. Psychiatry Res. 166(2-3):254-9, 2009.
Church MW, Jen KLC, Jackson DA, Adams BR, Hotra JW. Excess Omega-3 Fatty Acid Consumption by Mothers during Pregnancy and Lactation Caused Shorter Life Span and Abnormal ABRs in Old Adult Offspring. Neurotoxicol Teratol. 32(2): 171–181, 2010.
Dunstan JA, Simmer K, Dixon G, Prescott SL. Cognitive assessment of children at age 2K years after maternal fish oil supplementation in pregnancy: a randomised controlled trial. Arch Dis Child Fetal Neonatal; 93:F45–F50, 2008.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

http://www.semlactose.com

Uso de whey protein por intolerantes e alérgicos ao leite.


A atividade física tem feito parte da vida de milhões de brasileiros que se preocupam com a boa forma e qualidade de vida. O verão está chegando e com ele as academias são invadidas por mais pessoas querendo malhar, adquirir massa muscular e perder aqueles quilinhos extras.O whey protein está na moda, muitos esportistas tem o hábito de tomar, mas muitas pessoas não sabem como e porque utilizá-lo. Esse suplemento alimentar pode ser consumido sem restrições por quem possui intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite?
Os suplementos alimentares tem sido cada vez mais adotados nas academias e o whey protein é um dos campeões de vendas.  Esse suplemento é a proteína do soro do leite extraída durante a transformação do leite em queijo. Daí seu significado: whey (soro do leite) protein (proteína). Essa proteína pode ser utilizada por atletas que necessitem repor a perda protéica durante o treino e para quem quer emagrecer, sem perder massa muscular.
Excelente fonte de aminoácidos essenciais, sem adição de gorduras, o whey protein promove maior retenção de nitrogênio (fator de crescimento muscular), é rico em antioxidantes, e fortalece o sistema imunológico reduzindo os sintomas de overtraining (fadiga pelo treinamento extensivo).
O whey, por ser de alta absorção, pode ser ingerido logo após o treino ou ao acordar, pois durante o sono ficamos um longo tempo sem nos alimentar levando ao catabolismo (“queima” dos nutrientes).
Existem dois tipos principais desse suplemento, sendo que a diferença é o processo que o whey vai sofrer. Encontramos o tipo concentrado e o isolado. O tipo isolado (90-98% de proteína) possui uma melhor qualidade, contendo menos gordura e mais proteína do que o concentrado (em torno de 20% de proteína).
Os pacientes com intolerância a lactose podem utilizar preferencialmente a proteína isolada. Cada indivíduo apresenta um grau de tolerância a lactose e essa deve ser respeitada evitando maiores desconfortos. A proteína isolada contém uma quantidade muito pequena de lactose ou por vezes indetectável, sendo uma boa notícia a esses pacientes. Já quem apresenta alergia à proteína do leite de vaca não deve consumir nenhum tipo de whey, pois os sintomas podem ser agravados.
Dica para o whey ser uma refeição completa após o treino: faça a diluição completa do whey em água (se você for intolerante a lactose, também poderá diluir no leite com baixo teor de lactose), adicione uma fruta de sua preferência e incremente sua vitamina com aveia (1-2 colheres de sopa). Sua vitamina fica muito mais rica e equilibrada, garantindo sua reposição de energia e proteína.
Antes de consumir qualquer tipo de suplementos alimentares, procure sempre um nutricionista.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

JORNAL HOJE - Edição do dia 22/09/2011 22/09/2011 13h26


Conheça os alimentos que ajudam na prevenção e no combate à celulite

Terapeuta corporal ensina quais são os alimentos ideais para quem quer evitar o problema. Confira receitas de uma salada e de sucos poderosos.


A celulite é um processo inflamatório, causado por alterações hormonais, má alimentação e falta de atividade física. Conheçam os alimentos que podem estimular o problema e outros que ajudam a combatê-lo.
- Evite os alimentos que pioram o processo inflamatório. “São os ricos em açúcar, farinhas refinadas, gordura animal, frituras e com muito sal”.
- Tomate, beterraba e cenoura ajudam no combate à celulite. São alimentos diuréticos que diminuem a retenção de líquidos. Outros alimentos entram nessa lista: “A água de coco, por exemplo, é muito rica em potássio e muito diurética. Abacaxi, melancia e cebola também estão neste grupo”.
- Não deixe faltar no prato alimentos que melhoram a circulação e ajudam a eliminar as toxinas, como as folhas, principalmente as verdes escuras como a couve. “O brócolis e a soja também estão neste grupo. Temos também o rabanete, que além de melhorar a circulação e eliminar toxinas, participa na renovação celular”.
- Invista em chá verde, gengibre e pimenta vermelha, que são termogênicos, aceleram o metabolismo e queimam gordura. “Quanto mais gordura a gente perde, mais celulite a gente perde”.
- Reforce a dieta com alimentos integrais, ricos em fibras, e leguminosas, como feijão lentilha e grão de bico. “Eles ajudam a eliminar mais toxinas. Quanto menos toxina, menos celulite”.
- A aveia é considerada por muitos nutricionistas a campeã no combate aos furinhos. “A aveia contém silício, um elemento estrutural do colágeno, que atua na reorganização das fibras na pele. Por isso, ele melhora aquele aspecto de casca de laranja”.
- Alimentos que contêm substâncias anti-inflamatórias devem fazer parte do cardápio diário. Azeite, frutas oleagianosas, como castanhas e nozes, e as sementes de linhaça de girassol e gergelim são bons exemplos. “Eles contêm zinco, selênio, ômega 3 e 6, que são anti-inflamatórios e vão atuar diretamente no processo da celulite”.
- Coma alimentos que tenham substâncias antioxidantes, como as frutas vermelhas: “Elas combatem os radicais livres, que pioram o processo inflamatório”.
Receitas poderosas para o combate à celulite:
Suco anticelulite
Ingredientes:
- 1 colher se sobremesa de salsinha picada
- 3 folhas de couve manteiga crua
- 1 fatia média de abacaxi
- 350 ml de água de coco
- 3 folhas de hortelã
- Suco de ½ limão
Modo de Preparo:
Bata tudo no liquidificador e sirva imediatamente, sem coar para não perder as fibras.
Vitamina Anticelulite
Ingredientes:
- 250 mL de leite de soja ou desnatado
- 5 morangos
- 2 colheres de sopa de aveia em flocos
Modo de Preparo:
Bata tudo no liquidificador e sirva imediatamente.
Suchá
Ingredientes:
- 250 ml de chá verde
- 1 pedaço de gengibre
- gotas de limão
Modo de Preparo:
Durante o preparo do chá verde, no momento da infusão, coloque também o gengibre descascado e picado. Coe e adicione gotas de limão. Sirva quente ou frio.
Salada Pele Lizinha
Ingredientes:
- ½ xícara de brócolis cozido
- ½ xícara de couve flor cozida
- ½ xícara de rúcula (ou outra folha verde escura)
- ¼ de tomate
- 1 fatia de abacaxi picadinho
- 100g de atum
- 2 castanhas-do-pará picadas
- Suco de ½ limão
- Azeite extra virgem
Modo de Preparo:
Misture todos os ingredientes e tempere a salada com o suco do limão e um fio de azeite.
 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

http://www.nestle.com.br/nestlenutrisaude/Artigos.aspx

Segurança Alimentar e Nutricional: definição

Se antes o conceito estava ligado à capacidade de produção alimentar, hoje diz respeito também ao lado nutricional e sanitário dos alimentos

O conceito de Segurança Alimentar surgiu em tempos de escassez, mais precisamente no período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando mais da metade da Europa ficou devastada e sem condições de produzir o próprio alimento. A princípio, então, o conceito tinha essa estreita ligação com a capacidade que cada país possuía em produzir alimentos, de forma a não ficar vulnerável a questões ligadas ao conflito.
Durante a Segunda Grande Guerra (1939-1945), o conceito ganhou ainda mais força com a criação das Organizações das Nações Unidas (ONU). Nessa época, no entanto, a Segurança Alimentar ainda foi tratada como uma questão de disponibilidade insuficiente de alimentos. De lá pra cá, o conceito foi ampliado a partir de diversas visões. Na década de 70, por exemplo, a crise mundial de produção de alimentos levou a chamada Conferência Mundial sobre Alimentação a identificar que a garantia da Segurança Alimentar teria de passar por uma política de armazenamento. A ideia era possibilitar, de forma permanente, a regularidade do abastecimento. Nos anos 80, reconheceu-se que seria necessário não apenas uma produção sistemática, mas também uma criação de meios para a aquisição de alimentos, o que se traduzia principalmente em renda e terra1.
Foi apenas na década de 90 que o conceito de Segurança Alimentar passou a se tornar mais completo, incorporando a noção de acesso a alimentos seguros, ou seja, não-contaminados biológica ou quimicamente; de qualidade nutricional, biológica, sanitária e tecnológica; e também produzidos de forma sustentável, equilibrada e culturalmente aceitável1.
Essa nova direção gerou, pela primeira vez, um entendimento mais atrelado ao aspecto nutricional e sanitário dos alimentos. Nascia, então, uma visão mais ampla do conceito que hoje é conhecido como Segurança Alimentar e Nutricional (SAN).

Definição
A Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) é definida como “a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis2”.
Atualmente, essa definição tem sido usada tanto no sentido de Food Safety, termo em inglês que significa alimento seguro quanto à inocuidade, bem como no sentido de Food Security, termo que trata da soberania alimentar e da garantia de acesso a uma alimentação adequada. Neste âmbito, considera-se que os países devam ser soberanos para garantir a SAN de seus povos (soberania alimentar), respeitando suas múltiplas características culturais. Este processo deve ocorrer com bases sustentáveis, do ponto de vista ambiental, econômico e social1.
A evolução do conceito de SAN, no Brasil e no mundo, aproxima-se cada vez mais da abordagem de “Direito Humano à Alimentação Adequada”, que é definido como “um direito humano inerente a todas as pessoas de ter acesso regular, permanente e irrestrito, quer diretamente ou por meio de aquisições financeiras, a alimentos seguros e saudáveis, em quantidade e qualidade adequadas e suficientes, correspondentes às tradições culturais do seu povo e que garanta uma vida livre do medo, digna e plena nas dimensões física e mental, individual e coletiva”1. Segundo Burity et al 1, para que uma Política de SAN seja coerente e plenamente estabelecida, deve-se incorporar princípios e ações essenciais para a garantia da promoção desse conceito.

A SAN no Brasil de hoje

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)3, realizada em 2004, estimou que cerca de 30% dos domicílios particulares da zona urbana do Brasil viviam em situação de insegurança alimentar. O estudo mostrou prevalência em torno de 25% no Rio Grande do Sul. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS)4, de 2006, confirmou tais dados, mostrando que 32% das famílias residentes na zona urbana do país estavam em insegurança alimentar. Para a Região Sul, a prevalência também foi semelhante.
Apesar dessas taxas elevadas, pode-se afirmar que foram muitos os avanços das políticas de SAN no Brasil nos últimos anos. Entre eles, a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), que foi sancionada em 2006 (Lei n°11.346), a qual reafirma as obrigações do Estado em respeitar, proteger, promover e prover a alimentação adequada5. Entre outras determinações, a Losan cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que tem como objetivo formular e implementar políticas e planos de SAN; estimular a integração dos esforços entre governo e sociedade civil; promover o acompanhamento, o monitoramento e a avaliação da Segurança Alimentar e Nutricional do país5.
Mais recentemente, em fevereiro de 2010, foi promulgada a emenda constitucional 64, que inclui a alimentação entre os direitos sociais fixados no artigo 6º da Constituição Federal, outra importantíssima conquista. Para completar, em agosto de 2010, instituiu-se a Política Nacional de SAN e regulamentação da Losan5.
Todo esse avanço aconteceu, por um lado, devido a investimentos em políticas públicas garantidoras do direito humano à alimentação e, por outro, pelo trabalho do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que entre diversas atuações, participou de importantes modificações introduzidas no Programa Nacional de Alimentação Escolar, além de propor o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), projeto que visa garantir o acesso a alimentos em quantidade e regularidade necessárias às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional6.
Segundo Renato S. Maluf, presidente do Consea e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, umas das principais atuações do Conselho também foi contribuir para a evolução do que hoje se compreende sobre fome e desnutrição, incluindo os conceitos mais amplos sobre soberania e segurança alimentar e nutricional, assim como sobre o direito humano à alimentação adequada e saudável. Tais conceitos, segundo o professor, promoveram a discussão de formas de produção dos alimentos, sobre as quais, entre outras questões, agora existe uma preocupação sobre o acesso e uso insustentável dos recursos naturais e o comprometimento da sociobiodiversidade.

A abrangência do SAN e sua importância para a nutrição
É fundamental considerar que, no conceito de SAN, estão incluídos dois elementos distintos e complementares: a dimensão alimentar e a dimensão nutricional. A primeira, muito importante, diz respeito especialmente à produção, disponibilidade e acesso aos alimentos. A última, no entanto, deve ser olhada de forma especial pela comunidade da área de nutrição, pois incorpora as relações entre o homem e o alimento, implicando na escolha e no preparo de alimentos saudáveis e seguros; no consumo alimentar adequado e saudável; em boas condições de saúde, higiene e de vida para melhorar e garantir a adequada utilização biológica dos alimentos consumidos; e na promoção dos cuidados com sua própria saúde, de sua família e comunidade1. Ou seja, a SAN de hoje também se preocupa – e muito - em garantir uma dieta nutricionalmente adequada para a população.
Nesse sentido, existe uma compreensão abrangente do que vem a ser uma dieta adequada: deve suprir as necessidades energéticas do indivíduo, ser nutricionalmente diversificada, respeitar a idade, as condições fisiológicas, a atividade física e, por fim, os hábitos culturais de cada um7.
Essa dimensão nutricional de SAN pode ser melhor entendida por alguns dados: atualmente estima-se que 2 bilhões de pessoas sofrem de fome oculta (deficiências de micronutrientes), principalmente mulheres com anemia e deficiência de ferro; aproximadamente 250 milhões de crianças são afetadas por deficiência de iodo, a causa mais comum de retardamento mental; 250 milhões de crianças sofrem de deficiência subclínica de Vitamina A, o que reduz a capacidade de combater doenças e pode levar à cegueira; 25 milhões de crianças e 250 milhões de adultos, tanto em países pobres como ricos, são obesos, o que gera consequências prejudiciais significativas tanto em relação às comorbidades associadas ao problema, quanto para o orçamento na área de saúde dos países1.
A partir desses dados, podemos observar que a dieta atual da população, ainda que esteja em quantidade suficiente, está muito aquém no ponto de vista qualitativo. Prova disso é a atual relação entre insegurança alimentar e obesidade, o que na década de 70 pareceria improvável. Ao avaliar o estado nutricional de adultos e adolescentes de famílias em situação de insegurança alimentar, estudos realizados nos Estados Unidos 8, 9, 10,11 e no Brasil 12 identificaram que, enquanto o déficit nutricional é pouco prevalecente, as prevalências de excesso de peso e obesidade são bastante elevadas, especialmente na população adulta.
Outros estudos têm confirmado que a segurança alimentar não é garantia de boa alimentação. Panigassi et al.13, descreveram e avaliaram o perfil de consumo diário de alimentos entre 456 famílias na cidade de Campinas, no estado de São Paulo. Os autores identificaram que, mesmo nas famílias em situação de segurança alimentar, a qualidade nutricional da dieta foi ruim e a condição de acesso ao alimento não garantiu a adequação qualitativa da dieta. O consumo de pelo menos uma fruta diariamente foi 73,7% e de derivados do leite 62,1%. Esses resultados trazem a necessidade de reforçar, nas políticas de SAN, ações educativas direcionadas à promoção de alimentação saudável.

O que podemos (e devemos) fazer para promover a SAN?
Os diversos setores da sociedade precisam estar conscientes a respeito dos fatores de insegurança alimentar, desde os mais diretos – fome, obesidade, má alimentação, aquisição e consumo de alimentos prejudiciais à saúde e doenças associadas – até aqueles aparentemente mais sutis, como a produção de alimentos ambientalmente predatória e o desrespeito à diversidade cultural14.
Do ponto de vista nutricional, um estudo recentemente publicado no importante periódico científico The Lancet15 estabeleceu que uma prioridade de saúde global deve estar focada no desenvolvimento e implementação de políticas que visem garantir uma dieta saudável. Os autores ressaltaram, ainda, que a adoção de uma alimentação mais saudável vai afetar positivamente a saúde da população e da produção agrícola, o comércio, a economia e os meios de subsistência.
A nutricionista brasileira Regina Mara Fisberg, professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e uma das autoras do estudo, acredita que, para que possamos elevar a qualidade nutricional das refeições no Brasil, deve-se pensar em programas de orientação nutricional para a população dos municípios, respeitando a diversidade regional, além de garantir acesso aos alimentos de boa qualidade por meio de ações intersetoriais.
Para a autora, o setor privado poderia colaborar com financiamentos de projetos e programas sociais e também com a promoção de um sistema agroalimentar equitativo, sustentável e diversificado.
É importante citar, quando se fala no conceito de sustentabilidade, que a soberania alimentar atribui uma grande importância à preservação da cultura e aos hábitos alimentares de um país. A sustentabilidade, por sua vez, incorpora conceitos ligados à preservação do meio ambiente, não-utilização de agrotóxicos e da produção extensiva em monoculturas16. Deve-se estabelecer, também, um alicerce consistente para a defesa de políticas favoráveis às agriculturas familiares em seus diferentes contextos com vistas ao enfrentamento das questões alimentares17. Um pequeno, mas importante passo foi dado em 2009, com a criação da Lei 11.947, que estabelece que parte dos itens que compõem a merenda escolar deve ser adquirida de pequenos produtores regionais18.
Por fim, os diferentes setores do governo e da sociedade devem estar conscientes e articulados. Essa intersetorialidade é fundamental, pois possibilita a utilização dos recursos de modo mais eficiente e sistemático, além de permitir que as prioridades sejam definidas pelo senso comum14.

Como medir a insegurança alimentar?
Para promover a Segurança Alimentar e Nutricional, a medida de insegurança tem sido proposta no monitoramento de iniquidades, podendo ser complementada ao conjunto de indicadores sociais ou utilizada de forma isolada para identificar grupos vulneráveis em que a preocupação e a angústia da incerteza de dispor regularmente de comida até a falta de alimento podem estar presentes12, 19
Em 1989, nos Estados Unidos, foi desenvolvido um instrumento capaz de dar uma dimensão à magnitude da insegurança alimentar12. Essa escala tem sofrido várias modificações e hoje existem versões curtas e outras mais completas 20,21, e vários países já validaram algum instrumento baseado nessas escalas22, 23, 24, 25, 26, 27. No entanto, é importante lembrar que esses instrumentos avaliam a insegurança alimentar por meio da percepção das famílias, não contemplando o conceito de segurança alimentar como um todo, apenas o acesso aos alimentos12.
No Brasil, o instrumento baseado na escala americana, na versão longa, é a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA)12, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp), da Universidade de Brasília (UNB), além de outras instituições (Universidades Federais da Paraíba e do Mato Grosso e Instituto de Pesquisas da Amazônia), com o apoio técnico e financeiro dos Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Organização Panamericana de Saúde (OPAS).
Essa escala foi adaptada e validada para a realidade brasileira, e resultou em um questionário de fácil aplicação, considerado adequado para avaliação de insegurança alimentar em inquéritos populacionais nacionais e em pesquisas locais28.

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