quinta-feira, 14 de julho de 2011

yahoo Noícias

Médicos americanos recomendam que Estado troque de lar as crianças gravemente obesas

O Estado precisa retirar as crianças gravemente obesas da guarda de seus pais e recolocá-las em outros lares, onde devem aprender a se alimentar de forma equilibrada, estimam dois médicos americanos num editorial polêmico, divulgado nesta quarta-feira.
"Uma intervenção estatal poderá servir da melhor forma aos interesses de numerosos meninos e meninas obesos, que têm a vida em risco, optando, assim, por uma forma única e realista de controlar hábitos perigosos", escreveram Lindsey Murtagh, da Escola de Saúde Pública de Harvard, e David Ludwig do Hospital Infantil de Boston.
"Nos casos de obesidade infantil mórbida, o afastamento das famílias pode se justificar do ponto de vista jurídico, devido ao risco iminente para a saúde dessas crianças e ao fracasso recorrente dos pais de levar em conta seus problemas médicos".
Dois milhões de crianças nos Estados Unidos são consideradas portadoras de um significativo excesso ponderal, isto é, possuem um índice de massa corporal superior a 99 por cento, disseram os médicos.
"Um tal grau de obesidade pode ter consequências imediatas e potencialmente irreversíveis, como a diabetes do tipo 2", asseguram, em artigo no Journal of the American Medical Association (JAMA).
As leis atuais protegem há longo tempo as crianças subalimentadas ou negligenciadas pela família, mas "só a força do Estado garantirá a solução para problemas de superalimentação ou obesidade (...).
Para os doutores Murtagh e Ludwig, esta opção não é a desejável, mas reconhecem que a recolocação temporária pode permitir a essas crianças adquirir hábitos alimentares mais saudáveis, ficando livres de eventuais intervenções cirúrgicas.
As declarações dos dois profissionais causaram uma grande agitação na comunidade médica e na mídia americanas. O JAMA divulgou um comunicado assegurando que a opinião não reflete o do jornal como instituição. "O conteúdo da publicação é de responsabilidade de seus autores".

quinta-feira, 7 de julho de 2011

SOJA

Além de seu perfil protéico de alto valor biológico, a soja é considerada um alimento funcional em razão de seus diversos benefícios à saúde, cientificamente comprovados

A soja é um dos alimentos funcionais cujos benefícios são mais conhecidos pela população e reconhecidos por órgãos de saúde. Originária da China, a soja é um grão que pertence à família das leguminosas, assim como o feijão, a ervilha e a lentilha.
Rica em fibras e cálcio, a soja contém uma considerável quantidade de todos os aminoácidos essenciais, assemelhando-se às fontes protéicas de origem animal. Também é uma boa fonte de vitaminas do complexo B, de potássio, zinco e outros minerais, além de seu perfil lipídico ser composto principalmente por ácidos graxos poli-insaturados, que auxiliam na manutenção de níveis adequados de colesterol do sangue e, portanto, contribuem para a saúde cardiovascular.
Além de saponinas, ácidos fenólicos, ácido fítico e fitoesterois, a soja contém isoflavonas em sua composição. As isoflavonas apresentam uma estrutura semelhante à do hormônio estrogênio e, por isso, são conhecidas como fitoestrógenos ou fito-hormônios, exercendo diversas ações biológicas importantes1. Assim, a soja recebe considerável atenção pelo seu potencial na redução do risco de doenças crônicas2, como será descrito a seguir.

Os benefícios da soja à saúde
Diversos estudos demonstram que a soja exerce ação hipocolesterolêmica, contribuindo para a prevenção de doenças coronarianas. Diversas evidências comprovam que as isoflavonas exercem potente ação hipocolesterolêmica em humanos 3-5. Os estudos verificaram que a ingestão diária de 20g a 50g de proteína de soja isolada rica em isoflavonas pode resultar em redução de até 30% do risco de doença coronariana 6,7.
Em um estudo realizado por Wangen et al. 3 com mulheres pós-menopausadas normo e hipercolesterolêmicas, com idade entre 45 e 70 anos, verificou-se que, quando comparada com a dieta controle, a dieta com alta concentração de isoflavona (2mg/Kg/d) reduziu o LDL-c em 6,5%. Além disso, as dietas com alta e baixa concentração de isoflavona reduziram a razão de LDL/HDL colesterol em 7,7% e 8,5%, respectivamente. Apesar de terem sido notadas pequenas diferenças nas concentrações de LDL-c, essa diminuição pode ser associada com uma redução de 16% no risco de doença coronariana.
Os possíveis mecanismos das ações responsáveis por esses efeitos incluem a similaridade biológica da isoflavona com o estrógeno, os efeitos da proteína de soja e da isoflavona na atividade da lipase hepática e no tecido adiposo, a regulação dos receptores de LDL, a indução da expressão gênica de diversas enzimas e proteínas importantes no metabolismo lipídico e a inibição da absorção do colesterol no intestino delgado pela proteína de soja 4, 5.
Assim, a Food and Drug Administration (FDA) 8 aprovou uma alegação sobre as propriedades da proteína de soja na redução do colesterol sanguíneo: "O consumo de 25g de proteína de soja por dia como parte de uma dieta baixa em gordura saturada e colesterol pode reduzir o risco para doenças do coração". Esta recomendação também está devidamente reconhecida pela ANVISA 9.

Consumo de soja e saúde da mulher
A soja pode ser um excelente protetor contra o câncer de mama.

As isoflavonas da soja possuem efeitos tanto estrogênicos como antiestrogênicos, dependendo do tecido em que elas atuam. Na fase reprodutiva, quando a concentração de hormônios endógenos circulantes é alta, as isoflavonas podem exercer um efeito antagonista fraco no receptor de estrógeno, consequentemente provocando um efeito antiestrogênico nos tecidos uterino e mamário, onde o excesso de estrógeno pode estimular a proliferação celular e o crescimento tumoral. Por esse motivo, seu consumo tem sido atribuído a uma diminuição do risco de câncer de mama estrógeno-dependente 11,12.
Essas evidências foram confirmadas no estudo de Wu et al. 13, realizado em mulheres com idade entre 25 e 74 anos, que avaliou a associação do risco de câncer de mama associado à ingestão de soja durante a adolescência e a idade adulta. O estudo verificou que o risco para câncer de mama foi inversamente associado à ingestão de soja durante a adolescência e a idade adulta. As mulheres que reportaram ingestão de soja pelo menos uma vez por semana durante a adolescência mostraram uma redução estatisticamente significativa no risco de câncer de mama. A média de ingestão de isoflavona foi de aproximadamente 12mg/dia. Além disso, as mulheres que consumiam quantidades de soja, tanto na adolescência como na vida adulta, apresentaram o menor risco.

As isoflavonas da soja podem ser importantes aliadas no período da menopausa
No período da menopausa, quando ocorre uma redução significativa das concentrações de estrógeno circulantes, os seus receptores ficam consequentemente mais disponíveis, favorecendo a ação estrogênica das isoflavonas, que, embora fraca, auxilia na reposição do hormônio endógeno 14.
Recentes estudos que utilizaram altas dosagens das isoflavonas da soja verificaram melhora significativa dos sintomas do climatério. Estudo de Li et al. 15 avaliou os efeitos da suplementação de 120mg/dia das isoflavonas da soja nos sintomas do climatério em 50 mulheres, durante oito semanas. O estudo verificou que as isoflavonas da soja promoveram uma redução significativa na frequência dos sintomas mais comuns, tais como os fogachos e a insônia. As isoflavonas promoveram, ainda, um aumento nas concentrações dos hormônios estrógeno, progesterona e testosterona circulantes.
Entretanto, evidências sugerem que a ingestão de quantidades menores das isoflavonas já é suficiente para promover esses benefícios. O estudo de Welty et al. 16 verificou que o consumo diário de 25g de proteína de soja durante oito semanas promoveu uma redução de 45% no número de episódios de fogachos ao dia. Resultados semelhantes foram obtidos na revisão de Kurzer 17, que concluiu que o consumo de 30mg/dia das isoflavonas da soja pode reduzir os fogachos em até 50%. Além disso, o autor ressalta que esta ingestão deve ser realizada fracionada ao longo do dia para garantir os seus benefícios.

A soja pode estar associada à saúde óssea
Observações recentes indicam que a soja tem um efeito positivo na saúde óssea, mas o exato mecanismo de ação ainda não está claro. Diversos estudos epidemiológicos verificaram uma associação entre o consumo de uma dieta rica em produtos à base de soja com a baixa prevalência de osteoporose. Evidências sugerem que as isoflavonas da soja previnem a perda óssea causada pela deficiência de estrógeno que ocorre no período da menopausa 18.
Recente meta-análise publicada por Taku et al. 19 analisou os estudos que avaliaram os efeitos das isoflavonas da soja na densidade mineral óssea (DMO) em mulheres menopausadas e verificou que a ingestão média diária de 82mg de isoflavonas ao dia aumenta a DMO na espinha lombar em mulheres menopausadas. Outra meta-análise 20 realizada examinou 18 estudos conduzidos para avaliar os efeitos da isoflavona da soja na DMO da espinha e os biomarcadores de reabsorção óssea (deoxipiridinolina urinária e fosfatase alcalina óssea).
As análises indicaram que o consumo de 90mg/dia de isoflavonas promoveu o aumento significativo da DMO na espinha, além de reduzir os marcadores da reabsorção óssea, indicando que os mecanismos de ação das isoflavonas na saúde óssea estão associados à inibição da reabsorção óssea e à estimulação da formação óssea 20.

Consumo da soja como alternativa para indivíduos com intolerância à lactose
A intolerância à lactose é o tipo mais comum de intolerância aos carboidratos e acomete cerca de 70% da população adulta mundial 21. No Brasil, a incidência da deficiência de lactase ocorre em 58 milhões de brasileiros maiores de 15 anos, correspondendo a cerca de 25% da população 22,23.
A soja é a única fonte de proteínas de origem vegetal que possui todos os aminoácidos essenciais e, portanto, é considerada fonte proteica de alto valor biológico, além de ser uma importante fonte de cálcio 2.

Referências Bibliográficas:
1. ESTEVES, E.; MONTEIRO, J.B.R. Beneficial effects of soy isoflavones on chronic diseases. Rev. Nutr. Campinas; v.14, n.1, p.43-52, 2001.
2. PHILIPPI, S.T. Pirâmide dos alimentos: fundamentos básicos da nutrição. São Paulo: Manole, 2008.
3. WANGEN, K.E.; DUNCAN, A.M.; XU, X.; KURZER, M.S. Soy isoflavones improve plasma lipids in normocholesterolemic and midly hypercholesterolemic postmenopausal women. Am. J. Clin. Nutr.; v.73, p.225-31, 2001.
4. ZHAN, S.; HO, S.C. Meta-analysis of the effects of soy protein containing isoflavones on the lipid profile. Am. J. Clin. Nutr.; v.81, p.397-408, 2005.
5. JENKINS, D.J.A.; KENDALL, C.W.C.; JACKSON, C.C. et al. Effects of high and low isoflavone soyfoods on blood lipids, oxidized LDL, homocysteine, and blood pressure in hyperlipidemic men and women. Am. J. Clin. Nutr.; v.76, p.365-72, 2002.
6. LIAO, F.H.; SHIEH, M.J.; YANG, S.C. et al. Effectiveness of a soy-based compared with a traditional low-calorie diet on weight loss and lipid levels in overweight adults. Nutrition; v.23, n.7-8, p.551-6, 2007.
7. WELTY, F.K.; LEE, K.S.; LEW, N.S. et al. Effect of soy nuts on blood pressure and lipid levels in hypertensive, prehypertensive, and normotensive postmenopausal women. Arch. Intern. Med.; v.167, n.10, p.1060-7, 2007.
8. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. Food labeling health claims: soy protein and coronary heart disease. Food and Drug Administration. Final Rule. Federal Register. Disponível em: . Acesso em 12 de julho de 2007.
9. ANVISA. Alimentos com Alegações de Propriedades Funcionais e ou de Saúde, Novos Alimentos/ Ingredientes, Substâncias Bioativas e Probióticos. Lista de alegações de propriedade funcional aprovadas. Disponível em: . Acesso em 06 de maio de 2010.
10. BARBOSA, A.C.L.; HASSIMOTTO, N.M.A.; LAJOLO, F.M.; GENOVESE, M.I. Teores de isoflavonas e capacidade antioxidante da soja e produtos derivados. Ciênc. Tecnol. Aliment.; v.26, n.4, p.921-926, 2006.
11. ALEKEL, D.L; GERMAIN, A.; PETERSON, C.T. et al. Isoflavone-rich soy protein isolate attenuates bone loss in the lumbar spine of perimenopausal woman. Am. J. Clin. Nutr.; v.72, p.844-52, 2002.
12. LU, L.W.; ANDERSON, K.E.; GRADY, J.J. et al. Decreased Ovarian Hormones during a Soya Diet: Implications for Breast Cancer Prevention. Cancer Res.; v.60, p.4112-4121, 2002.
13. WU, A.H.; WAN, P.; HANKIN, J. et al. Adolescent and adult soy intake and risk of breast cancer in Asian- Americans. Carcinogenesis; v.23, p.1491-1496, 2002.
14. SALGADO, J.M.; ANGELIS, R. Fitoestrógenos da Soja. In: ANGELIS, R. Importância de Alimentos Vegetais para o Ser Humano. 1 ed. Rio de Janeiro: Atheneu, p. 181-192, 2000.
15. LI, Y.; LIU, K.; LEI, W.; ZHANG, K. Effect of soy isoflavones on peri-menopausal symptom and estrogen. Wei Sheng Yan Jiu; v.39, n.1, p.56-9, 2010.
16. WELTY, F.K.; LEE, K.S.; LEW, N.S. et al. The association between soy nut consumption and decreased menopausal symptoms. J. Womens Health; v.16, n.3, p.361-9, 2007.
17. KURZER, M.S. Soy consumption for reduction of menopausal symptoms. Inflammopharmacology; v.16, n.5, p.227-9, 2008.
18. ISHIMI, Y. Soybean isoflavones in bone health. Forum Nutr.; v.61, n.104-16, 2009.
19. TAKU, K.; MELBY, M.K.; TAKEBAYASHI, J. et al. Effect of soy isoflavone extract supplements on bone mineral density in menopausal women: meta- analysis of randomized controlled trials. Asia Pac. J. Clin. Nutr.; v.19, n.1, p.33-42, 2010.
20. MA, D.; QIN, L.; LIU, B. et al. Inhibition of soy isoflavone intake on bone loss in menopausal women: evaluated by meta-analysis of randomized controlled trials. Wei Sheng Yan Jiu; v.38, n.5, p.546-51, 2009.
21. TÉO, C.R.P.A. Intolerância à lactose: uma breve revisão para o cuidado nutricional. Arq. Ciência Saúde Unipar; v.6, n.3, p.135-140, 2002.
22. EVÁ-PEREIRA, A. Má absorção de lactase do adulto em população brasileira. Tese de Doutorado. Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, 1981.
23. BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Intolerância à lactose. Disponível em: . Acesso em 06 de maio de 2010.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Alimentação saudável:

A alimentação saudável é a ingestão de, principalmente, alimentos naturais em nossas refeições diárias. Nessa é necessário a presença de açúcares, carnes, ovos, hortaliças, frutas, legumes, leite, óleos, massas, raízes e tubérculos.
A quantidade necessária para a alimentação saudável varia para cada indivíduo, já que é levado em consideração a altura, a idade, o peso, e a saúde da pessoa, além das atividades físicas praticadas pelo mesmo.                                
Para que uma pessoa entenda como é a alimentação correta foi criada a Pirâmide Alimentar adequada para a população Brasileira, que constitui um guia para uma alimentação saudável, onde você pode escolher os alimentos a consumir, dos quais pode obter todos os nutrientes necessários e ao mesmo tempo a quantidade certa de calorias para manter um peso adequado.                    
Os alimentos dispostos na base da pirâmide devem ter uma participação maior no total de calorias da sua alimentação, ao contrário dos alimentos dispostos no topo da pirâmide, que devem contribuir com a menor parte das calorias de toda a sua alimentação. Cada grupo de alimentos é fonte de nutrientes específicos e essenciais a uma boa manutenção do organismo.


(Fonte: S.T.PhILIPP et al. 1996)

  
- Grupo de pães, massas, tubérculos: Fonte de carboidratos, nutriente fornecedor de energia. Pães, massas e biscoitos integrais são ainda boa fonte de fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino.


- Grupo das frutas e hortaliças: Ótimas fontes de vitaminas e sais minerais, dentre eles, antioxidantes que diminuem o efeito deletério do estresse oxidativo e dos radicais livres. Também possuem boa quantidade de fibras.


- Grupo das carnes: São alimentos compostos basicamente de proteína, muito bem utilizada por nosso organismo para produção de tecidos, enzimas e compostos do sistema de defesa. Além disso, são ricas em ferro e vitaminas B6 (pirixodina) e B12 (cianocobalamina), tendo sua ingestão (nas quantidades adequadas) efeito preventivo nas anemias ferropriva e megaloblástica.

 

- Grupo do leite e derivados: São os maiores fornecedores de cálcio, mineral envolvido na formação de ossos e dentes, na contração muscular e na ação do sistema nervoso. Além disso, possuem uma boa quantidade de proteína de boa qualidade.


- Grupo das leguminosas (feijões, ervilha, grão de bico, lentilha e soja) são fontes de proteínas vegetais e são ricos em fibras.


- Açúcares e óleos: são pobres em relação ao valor nutritivo, sendo considerados, por isso, calorias vazias.


Todos os grupos de alimentos são importantes para suprir as necessidades de nutrientes dos indivíduos e manter sua saúde, por isso, todos devem ser consumidos em suas quantidades adequadas. Estas quantidades variam de acordo com as necessidades de cada indivíduo (1600 kcal, 2200 kcal e 2800 kcal).
Além de seguir uma alimentação adequada, no caso a Pirâmide Alimentar, é necessário praticar atividade física regular, no mínimo 3 vezes na semana, para se ter uma vida saudável e prevenir doenças crônico não transmissíveis (DCNT), como a obesidade, o diabetes, a hipertensão e dislipidemias.

Conseqüências de uma má alimentação:

Obesidade: O excesso de gordura resulta quando a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia gasta.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a obesidade uma epidemia global do século XXI, no Brasil atinge cerca de 40% dos adultos, ou seja, 70 milhões de brasileiros são obesos (MS, 2006).
Como os hábitos de vida se desenvolvem desde a infância, incentivar as crianças a terem bons hábitos alimentares e a praticar exercícios físicos regularmente as ajudarão a chegar à idade adulta com peso normal e boa saúde.
De um modo geral, todos devem seguir uma boa dieta alimentar além de praticar atividades físicas regulares para manter um peso normal.

Diabetes: O diabetes mellitus caracteriza-se por hiperglicemia (aumento dos níveis de glicose no sangue) e é uma doença causada por fatores genéticos e ambientais, ou seja, fatores ambientais são a obesidade, quadros infecciosos, traumas emocionais e gravidez.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), em 2000, a população total de portadores de diabetes no Brasil foi estimada em 4,6 milhões de pessoas, já em 2007, passou a ser 10,9 milhões de diabéticos no Brasil (IBGE).
Mais de 80% dos casos diabetes tipo 2 (segundo relatório da OMS) podem ser prevenidos, mantendo o peso ideal, adotando um estilo de alimentação saudável, mantendo atividades físicas regulares.

Hipertensão Arterial: é a pressão arterial acima de 140x90 mmHg (milímetros de mercúrio) em adultos com mais de 18 anos, sendo considerada normal quando não ultrapassar a 130x85 mmHg.
No Brasil de 10 a 15% da população é hipertensa, sendo que a maioria das pessoas desconhece que são portadoras de hipertensão. Os maiores números de casos são verificados na população obesa (20 a 40%), diabética (30 a 60%), negra (20 a 30%) e idosa (30 a 50%).
Para se prevenir a hipertensão arterial, deve-se reduzir o peso corporal em obesos, reduzir a ingestão de sal, manter uma ingestão adequada de potássio, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e praticar atividade física regularmente.

Dislipidemias: Dislipidemia significa que altos níveis de colesterol total, LDL e triglicérides, assim como baixos níveis de HDL, estão circulando no seu sangue.
Valores normais de CT - < 200mg/dl, HDL - > 40mg/dl em homens e > 50mg/dl em mulheres, LDL - < 160mg/dl  e triglicerídeos - < 150mg/dl.
                A prevenção se dá a partir de uma alimentação equilibrada, com baixo teor de gorduras e rica em fibras e evitar o sedentarismo, praticando regularmente uma atividade física

Então para se evitar essas conseqüências da má alimentação, devemos manter hábitos de vida saudáveis.


Dicas para Fazer uma Alimentação Saudável

Coma de cinco a seis vezes por dia, com intervalos regulares: Fazendo cinco ou seis refeições leves e equilibradas a cada 3 horas você leva o organismo a utilizar mais facilmente o seu combustível de reserva, que são as gorduras acumuladas, além de conseguir controlar melhor seu apetite, não comendo exageradamente e reduzindo a vontade de beliscar alimentos desnecessários.
Coma devagar e preste atenção ao que come: Mastigue bem, e lentamente, para sentir a textura e o sabor de cada alimento. Ao se alimentar dessa forma seu cérebro receberá maior número de informações, que contribuirão para acionar o centro da saciedade, levando sua fome a ser satisfeita com menores quantidades de alimento.
Respeite a quantidade e a qualidade dos alimentos permitidos: os alimentos devem ser ingeridos em quantidade e qualidade adequadas para suprir todas as necessidades nutricionais sem excesso de calorias. Cada indivíduo precisa de um plano alimentar individualizado.
- Evite a monotonia: Um erro comum e desastroso é repetir sempre os mesmos alimentos, pois a monotonia na alimentação faz com que o plano alimentar seja abandonado. Varie bastante dentre os alimentos de cada grupo, criando novos pratos e cardápios, bem como capriche na arrumação da mesa. Torne o momento da refeição um prazer.
Beba bastante líquido: beba bastante água filtrada, mineral (sem gás) e sucos naturais (sem açúcar) para hidratar-se. Evite o consumo de café, refrigerantes e sucos industrializados.
Não adote dietas radicais: Você não vai agüentar por muito tempo e voltará rapidamente para antigos e maus hábitos alimentares. Além disso, a grande perda de peso em curto período de tempo é prejudicial ao metabolismo do organismo, pois ocorre grande perda de massa magra, com conseqüente redução do gasto energético total, o que leva possivelmente ao aumento de massa gordurosa após a dieta restritiva.
Evite ter na despensa alimentos calóricos e pobres em nutrientes: Assim você se protege do risco de um ataque surpresa na hora de fome.
Opte sempre por lanches saudáveis como barra de cereais, bolachas integrais (no máximo 5 unidades), uma fruta ou iogurte: deste modo, quando a fome bater, terá algo saudável para comer.
Se tiver vontade de comer um doce, coma-o. Mas lembre-se: somente um pedaço ou uma unidade. Isso é melhor do que devorar uma caixa de bombom no final do dia.
Evite o uso de temperos industrializados para temperar as saladas: pode-se usar azeite (oliva, canola), temperos aromáticos como orégano, manjericão, salsinha, louro, vinagre e suco de limão.
As preparações com molhos branco, quatro queijos, bolonhesa, ou ainda, com mussarela e presunto devem ser evitados, pois são muito calóricos. Dê preferência ao molho de tomate tradicional e use os temperos aromáticos para deixar os pratos mais saborosos.
Dê preferência às carnes magras e sem gordura visível: pois possuem menos gordura e são menos calóricas como peixe, frango (partes magras e sem pele), peru, patinho, contra-filé. O modo de prepará-las também é importante: prefira cozidas, grelhadas ou assadas.
Evite enlatados, temperos industrializados, apresuntados e defumados: eles são ricos em sódio e perigosos para pessoas com predisposição a pressão alta.
Cuidado com os produtos light e diet: apesar de apresentarem redução de algum nutriente, nem sempre, esta restrição é em calorias ou gorduras.
Movimente-se: Você não precisa ir à academia! Caminhar 3 vezes por semana pelo bairro, por 40 minutos cada sessão, irá ajudá-lo a ter mais saúde.


Referencias Bibliográficas:
BASSO, Olívia Prado, Nutricionista  CRN/DF 3199. Disponível em  www.comerbembarato.com/a-importancia-de-uma-alimentacao-saudavel. Acessado em 15  junho de 2009.

BRESSAN, Josefina, coordenadora do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2006, www.diabetes.org.br/nutricao/dicasalimentos. Acessado em 15 de junho de 2009.

BRASIL, Ministério da Saúde, 2006, disponível em http://portal.saude.gov.br/saude/. Acessado em 15 de junho de 2009.

Projeto Obesidade Zero, disponível em www.obesidadezero.org.br. Acessado em 15 de junho de 2009.

CAMPOS, Shirley de, Medicina Avançada, 2008. Disponível em www.drashirleydecampos.com.br/noticias. Acessado em 15 de junho de 2009.

www.bancodesaude.com.br. Acessado em 16 de junho de 2009.